O livro conta a história de várias pessoas que, ao longo da trama, vão se cruzando.
Logo no primeiro capítulo conhecemos Maria Tereza, uma mulher de meia-idade que está aos prantos chorando pela morte de sua filhe predileta, Luciana, que fora assassinada pelo ex-namorado depois de ser dispensado pela mesma. Tereza se sente arrasada e não vê a hora de por um fim naquele que destruiu a vida de seu bem mais precioso - e é com estes pensamentos que o autor nos leva á anos antes do acontecimento.
O autor nos teletransporta para o ano de 1979, anos antes de Luciana nascer, quando Maria Tereza acabara de se unir a Alfredo em um casamento sem amor. Naquela época era comum as famílias de classe alta se unirem através do matrimonio para manterem-se ricos e subirem ainda mais na escala da alta sociedade.
Durante uma festa realizada por seu amigo Luís Cândido, Alfredo conhece Albertina, esposa do mesmo, com quem sente uma enorme química - que, por sinal, é reciproca. Alfredo logo dá uma jeito de se encontrar a sós com a moça, e em seguida começam um relacionamento extra conjugal.
Maria Tereza começa a desconfiar do marido e logo descobre da traição que vem acontecendo ao longo de meses; tomada pelo ódio, ela decide se vingar e acabar com o romance de ambos, ainda mais quando descobre que Albertina está gravida.
Luís Cândido, ex-marido de Albertina e ainda apaixonado pela mesma, se junta a Maria Tereza para roubar o bebê após o nascimento como modo de vingança, mas as coisas não saem como esperado quando uma empregada escuta toda a conversa sobre o crime e decide alertar Albertina; ela conta com a ajuda de uma amiga para tentar comprar seu filho, em uma tentativa realizada com sucesso para enganar Tereza.
A partir dai uma sucessão de acontecimentos (que não citar pois seria spoiler) fazem com que Albertina e Alfredo voltem para seus antigos parceiros e sigam suas vidas separadas. Maria Tereza, tempos depois, engravida e dá a luz a gêmeas: Luciana e Cristina - que, por sinal, será uma das personagens mais importantes do livro.
Ao contrário da irmã, que é irritantemente dependente da mãe, Cristina é auto-suficiente, inteligente, corajosa e possuinte de um dom: ela consegue ver e conversar com espíritos que ainda habitam nosso plano. Este dom é visto como algo ruim por Maria Tereza, pois o mesmo permite que a garota consiga ler alguns de seus pensamentos, fazendo-a temer que a filha descubra seus podres.
Luciana, que é a filha predileta e manipulada de Maria Tereza, é forçada a um relacionamento com o filho de ninguém mais e ninguém menos que Albertina e Luís Cândido; filho adotivo do casal após a possível ''morte'' da criança gerada por Albertina em seu relacionamento extra conjugal (é, eu sei, a estória é bem complicada). Acontece que, este rapaz, levado por pensamentos negativos e encaminhado por espíritos malignos, acaba nutrindo uma paixão doentia por Luciana, o que, como citado no primeiro parágrafo, a leva á morte.
E agora, voltando alguns capítulos, vamos falar sobre Rômulo. Lembram-se do bebê que havia sido criado por outra mãe, para que Albertina conseguisse salvar o filho das mãos de Tereza? Pois bem, é exatamente dele que iremos falar de agora em diante. Louise (nome aderido de Rômulo desde que se aceitou como trans) sempre sofreu preconceito e reprisarias dos pais por seu comportamento diferente; desde pequeno sempre fora ''delicado demais'' para um garoto. Suas expressões, sua voz e até mesmo seu modo de andar e comer incomodavam á seu pai, que fazia questão de deixar claro o incomodo que o filho lhe causava.
Faltando apenas dois anos para completar a maioridade, Rômulo decide se assumir quem é e vive um romance com Denizarth, um jornalista recém formado que conhecera o garoto quando o mesmo estava transformado em Louise, durante uma festa.
A partir daí, a trama se transcorre em descobertas de personalidades, sexualidade e em como a espiritualidade pode ajudar alguém a se redimir - não apenas consigo mesmo, mas com o próximo.
Uma estória que trata de preconceito, sexualidade, violência e, acima de tudo, sobre o que cada um de nós é possível de fazer para chegar onde queremos.
E agora, voltando alguns capítulos, vamos falar sobre Rômulo. Lembram-se do bebê que havia sido criado por outra mãe, para que Albertina conseguisse salvar o filho das mãos de Tereza? Pois bem, é exatamente dele que iremos falar de agora em diante. Louise (nome aderido de Rômulo desde que se aceitou como trans) sempre sofreu preconceito e reprisarias dos pais por seu comportamento diferente; desde pequeno sempre fora ''delicado demais'' para um garoto. Suas expressões, sua voz e até mesmo seu modo de andar e comer incomodavam á seu pai, que fazia questão de deixar claro o incomodo que o filho lhe causava.
Faltando apenas dois anos para completar a maioridade, Rômulo decide se assumir quem é e vive um romance com Denizarth, um jornalista recém formado que conhecera o garoto quando o mesmo estava transformado em Louise, durante uma festa.
A partir daí, a trama se transcorre em descobertas de personalidades, sexualidade e em como a espiritualidade pode ajudar alguém a se redimir - não apenas consigo mesmo, mas com o próximo.
Uma estória que trata de preconceito, sexualidade, violência e, acima de tudo, sobre o que cada um de nós é possível de fazer para chegar onde queremos.
É incrível como que, há um ano atrás, a ideia de ler um romance (ou qualquer outro gênero) espírita, me fizesse entortar a boca e ficar um pé - ou os dois- atrás; mas hoje, depois de terminar minha terceira leitura do gênero, tenho a plena certeza de que esse é um dos melhores gêneros que já li.
Apenas lendo o título já podemos imaginar qual a mensagem principal que o autor tenta nos passar. Tudo é possível é uma estória inspiradora e que deveria ser lida, principalmente, por aqueles com mentes fechadas. Ele trata de assuntos sérios de forma que nos obriga a refletirmos sobre nossas ações, pensamentos e sobre aquilo que somos.
Uma das características que mais me agradaram no livro, além da capa magnífica, foi a construção dos personagens - principalmente a de Rômulo. Carlos Henrique conseguiu construir um dos melhores - e mais reais- personagens transsexuais da literatura nacional.
Assim como todos os livros lançados pela editora, este também nos trás um mar de reflexões. Ele nos mostra que, por mais que nossos objetivos e sonhos pareçam distantes e inatingíveis, é mais que possível ultrapassa-los. Com um pouco de fé em si mesmo e aquela dose de auto-estima, somos capazes de tudo.
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